A minha vida num Psi...

Janeiro 21 2009

Ontem fui buscar o meu carro pintadinho de novo, como deveria ter sido desde os últimos 3 anos... enfim estou-me "nas tintas" para o carro! Mas lá ia eu toda lampeira e um bocadito contente.

 

Liguei o rádio e comecei a ouvir o juramento de Obama à sua nação. Engasgou-se! Também eu! Fiquei com um aperto no coração... Aquele homem em quem deposito esperanças engasgou-se... Tal deveria ser a sua ansiedade por este momento (escondida por debaixo de uma capa sorridente conscientemente impenetrável) que, teve um acto falhado, sucumbiu à ansiedade e à sua própria felicidade e engasgou-se... Deixou transparecer a sua espontaneidade e gaguejou! Claro que me identifiquei! Bolas! Também eu sou gaga! Ele deveria ter cantado!

 

Bem... disparates à parte e veio o discurso... Aqui é que eu me derreti toda! Confesso que, como qualquer bom Português/Europeu, não gosto da burrice dos americanos (ou de qualquer outra burrice), da sua arrogância (porque eu não me sinto segura na minha certeza e ataco a capacidade de ter certezas dos outros!), da sua capacidade de mudança (porque eu própria tremo perante qualquer coisa que mexa na minha rotina), da sua coragem de enfrentar a frustração (porque eu não tolero a frustração!).

 

Mas Obama é diferente... Naquele 1º discurso como Presidente dos EUA, dizem os críticos sem grandes conteúdos, estavam palavras muito apetecíveis para qualquer cidadão do mundo não americano... a inteligência, a igualdade entre todos, a transmissão de segurança aos seus semelhantes, a responsabilidade de todos para mudar para algo melhor, mas sabendo que falhanços virão com toda a certeza, e finalmente a responsabilidade de explicar ao seu povo coisas muito simples que mesmo assim são exigíveis de serem explicadas.

São estas palavras e actos (sim porque ele já os fez!) que me fizeram deitar uma lágrima.

 

Vou tentar aprender com os americanos que a sociedade europeia cometeu alguns erros de ensino, ou seja, que aquilo que me ensinaram ser arrogância pode ser arrojo, que mudança é optimismo, que coragem é algo que se constroi dia a dia e que a frustração resulta como algo positivo em alguém que tenta fazer, mas que não teve sucesso e que pode voltar a tentar com perseverança. Vou tentar também aprender a dar explicações e a não ficar no meu altar deixando os outros adivinharem os meus desejos.

 

Seremos todos, como os americanos em colectividade, capazes de sair do nosso altar de "Velho mundo" e capazes de aprender uns com os outros a participarmos mais na sociedade?

 

Obrigada Obama! Pelo menos nesta altura, deste ano de crise, houve este antidoto para atenuar a minha participação na grande depressão colectiva resultante da crise que se avisinha!

 

Vou arrojar e tentar virar a página!

Publicado por Larissa às 17:29
Tags:

O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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