A minha vida num Psi...

Janeiro 11 2009

Crepúsculo ou o momento em que o céu no horizonte toma uma cor gradiente entre o azul do dia e o escuro da noite!

 

É o título do filme a que me dediquei a ver e a pensar sobre, este fim de semana.

Trata-se de uma película que especula sobre a hipótese de um Vampiro e uma Humana se apaixonarem. Tema bonito, obviamente sobre o amor, e que vale a pena rever, mas que me pareceu ter como pano de fundo o início da "Metamorfose" de Kafka.

 

O título remete-nos para a possibilidade de nada ser "preto ou branco", que existe uma panóplia de cores acinzentadas igualmente belas e igualmente com possibilidade de existirem no nosso espaço cósmico-afectivo.

 

Acima de tudo, o filme retrata o comportamento humano de aceitação das diferenças de cada um e por cada um de nós.

Descreve como é possível controlar aspectos menos adequados da nossa personalidade/temperamento, aceitando a frustração, quando existe um suporte social acolhedor e compreensivo para com esses mesmos aspectos.

Aponta para a curiosidade como qualidade do ser humano posta em nome do conhecimento que queremos ter acerca dos outros, de forma a tomarmos uma decisão sobre como iremos continuar a manter relação.

Revela que a ambição é uma característica positiva posta ao serviço do bem estar próprio e que adicionada a um narcisismo bem reforçado e adequado poder-nos-á levar muito longe no campo das relações humanas.

 

Vale a pena pensarmos que todas estas características (aceitação, controlo, curiosidade, ambição) frequentemente vistas como aspectos negativos do Homem são afinal características muito positivas e que em conjunto podem fazer com que uma pessoa viva mais feliz, mais atenta a si própria e aos outros, porque cada um destes deve ter o seu espaço na mente de todos... Pelo menos na minha mente, eu e os outros temos um espaço grande e equitativo, mas equilibrado, assim ninguém fica a perder. Se ninguém sentir que perdeu... tem mais tempo para sorrir... e vários a sorrir fazer um quadro bem mais bonito... Pelo menos no filme assim me pareceu!

 

Publicado por Larissa às 12:17
Tags:

O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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