A minha vida num Psi...

Junho 18 2010

Hoje volto ao que deixei.

Dói-me tanto o coração que tive de voltar aqui.

Apeteceu-me gritar bem alto que aquele que muito alento deu ao meu coração faleceu.

Com a mesma intensidade com que vivi as suas palavras aquando da apresentação do seu último livro o "Caim", hoje choro a minha perda.

Sorrio da recordação da sua ironia. Caustico!

 

Ao meu último amor, um beijo, um adeus.

 

Vou sentir a tua falta Saramago, porque tal como pertencias ao mundo, um pouco de ti também era meu...

 

 

 

Publicado por Larissa às 15:26

Agosto 03 2009

"De profundis"... traz-nos uma história em banda desenhada, mas não desenhada como o habitual.

Quem vai ver este filme pensa que perdeu uma das obras de Saramago. Mas não perdeu... "De profundis" abarca uma pequena metragem antes do filme propriamente dito... e é essa curta-metragem que se baseia numa obra de Saramago.

Fui ver por que gosto de Saramago, mas fiquei muito mais encantada com a longa-metragem do que com a curta.

A começar, toda a longa-metragem é desenhada em quadros... não é banda desenhada! É o movimento da câmara sobre a tela que marca a acção. Depois, pequenas alterações das telas marcam pequenas expressões faciais ou do meio ambiente em que decorre a trama. A repetição do mesmo em momentos diferentes não transtorna quem está encantado pela história.

A música, diga-se, é fantástica e quando vemos pequenos feixes de luzes, marcando notas musicais, sair da boca de um personagem... então percebemos porque seria necessário juntar poucas imagens a um momento músical tão bonito.

O violoncelo em imagem e em musicalidade lembra-nos que existe este instrumento musical menos marcante que outros mais ostensivos... mas que uma orquestra sem ele ficaria muito mais pobre.

Publicado por Larissa às 10:26

Janeiro 24 2009

Durante este semana acabei dois fantásticos livros a que me dedicara a ler.

Um deles... "A Viagem do Elefante" de Saramago... permitiu-me novamente pensar nas suas oportunas palavras.

 

Na página 116, Saramago conta uma história sobre lobos que iriam atacar uma vaca e sua cria, e que o fizeram durante 12 dias... após este tempo os Homens vieram salvá-la daquela situação... mas a pobre vaca tinha-se "tornado brava porque aprendera a defender-se". Os Homens, apercebendo-se de que não a domavam...mataram-na.

 

Vejamos a fundo a história!

Um ser que luta com afinco pelas suas próprias razões... Outros seres que atacam, mas que ao longo do tempo não matam, fazendo lembrar que apenas poderiam estar a marcar território e que se o ser não ultrapassasse os limites os outros seres não o matariam....

No final destas regras estarem estabelecidas surgem os pretenciosos salvadores que, sem nunca arriscarem salvarem no início, no primeiro dia dos 12 dias, se tornaram os benfeitores...

Por último, os salvadores apercebem-se que não dominam aquele ser para quem deveriam ser herois... e matam-no por não se sentirem idolatrados.

 

Afinal... Salvamos os outros por respeito à sua existência e por amor aos próximos, ou para aliviarmos a nossa culpabilidade e para que os outros nos amem sem lhes dedicarmos respeito?

 

Eu, dedico-me a não salvar! Quem sou eu? Não faço actos messianicos! Não!

Sou alguém que apenas ambiciona pôr-se a si a aos outros a pensar (por isso partilho num blog!)... Desta forma salvo-me a mim própria porque me apetece partilhar e ouvir a opinião dos outros. Mas, respeito-me e respeito a escolha pessoal dos outros!

 

Publicado por Larissa às 18:47

Setembro 03 2008

Hoje soube que Saramago teria terminado a sua nova obra!

 

 

Fiquei feliz até porque estou a ler mais duas das suas obras... neste momento leio "As pequenas memórias", livro autobiográfico e de grande conteúdo psicológico...

 

Este monstro da literatura portuguesa/espanhola/mundial escreve como poucos (muitos laureados com o prémio Nobel) sobre a psicologia humana...

 

Se não vejamos (espero poder copiar este trecho das edições Caminho!) :

pag. 18

"... Então digo à minha avó:«Avó, vou dar por aí uma volta.» Ela diz «Vai, vai.», mas não me recomenda que tenha cuidado, nesse tempo os adultos tinham mais confiança nos pequenos a quem educavam...."

 

Pag.20

"Não falta quem afirme seriamente..., que a paisagem é um estado de alma, o que, posto em palavras comuns, quererá dizer que a impressão causada pela contemplação de uma paisagem sempre estará dependente das variações temperamentais e do humor jovial ou atrabilioso que estiverem actuando dentro de nós no preciso momento em que a tivermos diante dos olhos..."

 

E eu que me dedico a investigar o temperamento e o humor e a percepção!

Foi uma agulha num palheiro... com linha incluída!

 

E é tão bonito!

A beleza faz-me sentir como se estivesse ao vento a sentir a liberdade desse momento bem quentinho.

 

Obrigada José S 

Publicado por Larissa às 15:50

O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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