A minha vida num Psi...

Novembro 29 2008

Ontem foi sexta feira! Dia santo! Dia de apaziguamento com uma semana de trabalho que agora terminava!

Fui a correr a um encontro de amigos. Estávamos em amena cavaqueira e num momento de extrema piada dei uma gargalhada muito característica em mim. Apercebi-me, rapidamente, de que havia muito que não me ria assim.

Estava muito contente! Senti-me genuina! E é por isso que as pessoas de quem gosto me fazem falta! Se não formos genuínos com elas somos com quem?

Como afirmava José Luís Peixoto, cada uma delas sabia um pouco de mim, era uma parte de mim... E não seremos isso mesmo uns para os outros? Não seremos nós mesmos uma parte dos outros... E porque não? A arte de partilhar sem culpabilidade é, de facto, deliciosa. E não será essa a única e mais sincera arte que devemos criar em cada momento da nossa vida? Pintar numa tela branca onde se pode projectar toda e qualquer espécie de emoções é também criar memórias afectivas... memórias que devem, desde muito cedo, ser predominantemente boas e preencher a existências nos nossos putos, dos nossos adolescentes, dos nossos pré-adulto e adultos... para que também eles ensinem o mesmo a outros e se perpetue um ciclo ... efectivamente útil à sociedade.

Talvez seja muito pueril, mas não seria bastante mais simples? Ah! Dava tão menos trabalho!

A todos... obrigada por me fazerem falta!

 

P.S.: A propósito! Sobre o livro do José Luís Peixoto.... as páginas seguintes revelaram-se de extrema violência psicológica... metáforas relativas a uma realidade que não queremos saber sobre. Mas que sabemos existir. Mesmo assim não posso deixar de ir até ao fim!

Publicado por Larissa às 19:01

Novembro 26 2008

Hoje vinha eu de comboio, sendenta e devorando as palavras que José Luís Peixoto (JLP) usou para escrever "Uma casa na escuridão".

Cheguei ao meu destino, retirei o marcador das últimas páginas do livro e utilizei-o para o seu fim!

De repente... fiquei irritada! Intolerante com todos à minha volta... só me apetecia esbofetear os meus vizinhos do banco onde estava sentada. Nada me fizeram,... mas aquela sensação ia-me prenchendo os espaços vazios da minha existência comutante... Nada detonou a minha bomba! Fui eu mesma!

Sem tomar consciência do meu pensamento, ainda por pensar, inconscientemente começava a reagir ao dia seguinte... o dia em que teria de ir para Lisboa de carro! Dia em que não poderia sentar-me no comboio, no metro e ler! Acabar o manjar que JLP me expunha na sua obra... Nada me deixa mais irritada que me impedirem de fazer "apenas" o que gosto! Pareço imberbe, intolerante à frustração, reactiva num momento em que o pensamento se esquece de processar as emoções! Tudo por uma obra!

Onde me encontro leio:

"As conversas que eu tinha com o PC não eram as conversas que tinha com a minha M. As coisas que o PC sabia de mim não eram coisas que a minha M sabia de mim. Cada um era uma parte diferente de mim... A ideia de que podiam começar a falar enchia-me de vergonha. A minha M podia contar coisas que lhe conto só a ela. O PC podia contar à minha M coisas que só lhe conto a ele. De repente, aquelas duas partes distintas de mim podiam juntar-se ali, fora de mim. Sem o meu consentimento...."

Lendo um texto tão bonito... que amplia a minha espectativa... é ou não é de uma pessoa ficar irritada?

Sexta vou de comboio! Tenho dito!

Publicado por Larissa às 20:46

O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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