A minha vida num Psi...

Março 10 2009

Ontem apenas olhava para aquilo que não fiz, dizia a Rapariga Vestida de Pedaços de Lua enquanto olhava a Nuvem Que Deita Chuva. E porque não perguntou a Nuvem Que Deita Chuva. Sabes, tive uma conversa com Aquele Que Escreveu Sobre o Banquete. Conversava sobre Eros... sobre a ideia de que o amor é o que "apaga em nós a ideia de sermos estranhos uns para os outros e que nos comunica sentimentos de familiaridade".

 

E então o que isso tem a ver com aquilo que tu não fizeste? Bem, dizia a Rapariga Vestida de Pedaços de Lua, ainda não tinha  percebido porque não me conseguia aproximar do olhar d'Aquele Sol Que Queima Com a Luz. Não nos encontramos... No tempo d'a Terra Que Cheira a Alentejo Molhado; Estamos em tempos diferentes.

 

Que dizes? Perguntou a Nuvem Que Deita Chuva, que confusão fazes? No olhar d'Aquele Sol Que Queima Com a Luz os teus pedaços de lua brilham ainda mais. Vocês não são estranhos, são familiares, o teu brilho e a luz dele! E comigo, que encharco a Terra Que Cheira a Alentejo Molhado, fazemos com que o amor que nos une "restaure a natureza primitiva".

 

 

Obrigada a Platão que um dia escreveu O Banquete.

Publicado por Larissa às 17:46

Setembro 16 2008

"Passo a passo vou caminhando nesta estrada silenciosa! Ouço o silêncio que me prenche a alma daquilo que não quero querer. Nego tudo o que me faz feliz na minha angústia de perda! Até quando?

Choro lágrimas preenchidas de uma angústia sem nome ... e cada uma cai mais solta que a anterior!"

 

Depressivo! Angústiante!

 

Porque será que nos lembramos, ligeirinhos, de tudo o que, um dia, nos magoou?

 

Será que a nossa memória é selectiva e escolhe apenas o que é mais negativo para evocar?

 

Não acredito nisto!

 

Desde pequenos que esticamos a mão quando algo nos faz feliz.

Simbolicamente esticamo-nos para tentar agarrar, para todo o sempre, aquilo que mais queremos. Queremos agarrar furiosamente o momento na incerteza de o esquecermos. O dextro estica a mão direita e o canhoto a mão esquerda.

 

Estico a mão! Tento agarrar!  Não posso deixar fugir aquilo que mais quero. Agarro o momento perfeito. Estico a mão para tocar no que me faz feliz! Estico a mão para tocar numa outra pele que não a minha! É a seda que envolve quem eu amo!

 É por isso que estico a mão! É para sentir a presença de um outro que me ama.

 

Mas também dou o meu corpo para ser tocado...sentido...amado! Que ninguém sinta a ausência da minha pele!

 

Obrigada D.

Publicado por Larissa às 21:21
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Setembro 04 2008

Um dia tive a original ideia de querer escrever um livro.... Partilhei-a com o meu adorado amigo Serrita (L) (aquele que acha que Saramago é uma canceia! Mas quem é que o trouxe!) que me deu total apoio.

Mas quem é que se lembraria de escrever um livro se mal sabe escrever correctamente o Português corrente? Eu claro!

 

O meu livro começaria assim... "Não, ela não. Ela estava vestida de pedaços de lua." 

A dada altura, ainda no primeiro capítulo (eu nunca incluiria capítulos, mas é só por uma questão de organização), diria....escreveria... "Ele talvez.... Queimava com o seu olhar de sol."

 

Narrador não participante no 1º capítulo, mas personagem principal no 2º capítulo.

 

Talvez nunca escreva este conto... Sim seria mais um conto e não um livro. Mas vou colocando neste pequeno espaço cibernauta partes desse conto.

 

Ideias não me faltam... Falta o(a) escritor(a).

 

Obrigada L./Serra

Publicado por Larissa às 22:02
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O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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