A minha vida num Psi...

Setembro 19 2009

Não poderia ser mais explícito o sacana/filho da p%&a!

O novo filme de Tarantino acaba com Brad Pitt e com a frase "Sabes.. acho que esta é a minha obra prima". Pois digo-vos... "Inglourious Basterds" é provavelmente a obra prima do seu realizador.

Sem dúvida que Brad Pitt dá um contributo que só um brilhante actor poderia fazer, mas é Christoph Waltz quem brilha mais e ofusca tudo o resto. São geniais os realizadores que fazem com que actores brilhem mais do que eles próprios. É o que mais me fascina em Tarantino.

Com o cunho de Tarantino assistimos ao mais incrível que um Homem pode fazer, tanto de cruel como de bondade que mascara a mesma crueldade, e ao mais incrível que diversos actores podem representar todos espelhados na mesma tela de cinema.

Sim... é disso mesmo que trata este filme. De crueldade! Estejamos de que lado estivermos... mesmo o que parece ser por bondade, nada mais é que crueldade moralmente aceite pelo sistema vigente da época. Ou seja, Judeus matarem nazis. Sejamos honestos.. é o mesmo de nazis matarem judeus. Homem a matar um outro homem, seu semelhante. É crueldade. Talvez seja esta mesma crueldade que eu ao assistir me permite sublimar a minha própria crueldade.

Sim... por que pela nossa condição humana... todos nós somos crueis.

É um filme para se ver em cinema... nunca de perder. Sacana do Tarantino!

 

 

Publicado por Larissa às 19:16
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Fevereiro 10 2009

É cinema e é paraíso... o nome do filme não poderia ser mais explícito.

Sem dúvida alguma, é um dos filmes da minha vida... Belo como tudo, realista como só os italianos sabiam fazer nos anos 80 do século XX... que mais dizer? (suspiro!)

 

Mas este filme vem-me à memória porque chegou a altura do dia dos namorados e com ela o pedido, via net, de casais que se conheceram enquanto novos e que décadas mais tarde se reencontram.

Pois o filme tem um pouco disto (mas é muito mais e acho importante não nos restringirmos apenas àquilo que escrevo).

 

Uma das coisas mais belas é o amor que aquele rapaz tinha por aquela rapariga... e o amor que aquela rapariga tinha por aquele rapaz.... Quem não se lembra da chuva que ele colheu nos seus cabelos, dias e dias a fio, apenas para olhar para a janela dela... Um batalhador digo-vos eu!

E o olhar de amor dela? Mas que tipo de amor seria o dela que não foi capaz de lhe dizer para sair da chuva e de o proteger do facto de ele nunca vir a poder ficar com ela no final? Um amor ao rapaz ou um amor ao amor que o rapaz tinha por ela? Para mim é claro! Não era amor por ele.......

Anos mais tarde encontraram-se, recordaram, perdoaram-se, amaram-se por amor à imagem que tinham construído havia 30 anos, e aquilo que poderia ter sido um grande amor tornou-se num vazio e numa ilusão do passado, mas esquecido após o reencontro! É... a vida continua após o perdão!

 

Qualquer um de nós gosta que gostem de nós... é humano! Mas a forma como tratamos o afecto que os outros têm por nós, o que o outro é para nós, é que deveria ser Humanista!

Talvez os casais que procuram, via net, sejam aqueles que se amaram na juventude, que se deixaram de amar, mas que anos mais tarde se reencontram e deixam nascer novos e ainda mais maravilhosos afectos.

 

Obrigada a Giuseppe Tornatore

 

Publicado por Larissa às 12:15
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O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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