A minha vida num Psi...

Novembro 02 2008

Jantares de aniversário! Quem nunca participou em algum? Eu vou com alguma frequência, não porque tenha muitos amigos íntimos, mas porque existem pessoas que gostam de partilhar comigo o seu dia festivo e com quem eu tenho muito gosto de estar nesse mesmo dia.

Com muita frequência afirmamos que "amigos, amigos tenho poucos". Mas afinal o que significa a palavra amigo? Alguém que, de tão íntimo, consideramos imprescindível na nossa vida? Ou será outros "alguém" que, mesmo não sendo íntimos fazem parte da nossa vida, preenchem as nossas recordações com momentos de grande alegria, de ternura ou de grande agressividade? De qualquer forma, estes últimos também parecem ser íntimos! Ou não? É que se não fossem íntimos nenhuma agressividade, nenhum afecto estaria envolvido nessas relações entre mim e os outros.

Amigo, parece-me, não é só aquele com que partilhamos intimidades, é também aquele com quem partilhamos afectos.

Se calhar, não dizemos a todos o que nos faz extremamente feliz ou o que nos faz chorar. Isso será, provavelmente, dito a quem nós identificamos comnosco próprios; "outros" que de tão significativos são um pouco à imagem e semelhança de nós próprios, sofrem do mesmo tipo de dores que nós sofremos, riem-se do mesmo tipo de coisas que nos fazem rir...Se calhar, procuramos um "pai" ou uma "mãe" que nos saiba dar colo naqueles momentos e com quem nós possamos criar uma relação mais próxima, mais..... sei lá! Mais relacional íntima? Nem sei nomear!

É... a psique humana tem dessas coisas! Ou nós as aceitamos e procuramos crescer com elas, e transformarmo-nos em adultos mais ligados aos outros e menos ressequidos com ressentimentos, ou não aceitamos e passaremos a vida a trabalhar para evitar isso... e perde-se tanto tempo a evitar! Até cansa!

Pelo menos a mim cansa-me!

Publicado por Larissa às 17:59

Não fui ver teu perfil. Apenas analisei as tuas palavras. E gostei. Ainda que o ritmo de vida moderna cada vez mais vá eliminando o «núcleo» de amigos, seguro é que necessitamos de tudo o que referes, são um complento indispensável ao nosso próprio bem estar. Poderia referir conceitos da literatura mundial ou simplesmente portuguesa, mas acho por bem limitar as palavras.
Gostei do tema, gostei da abordagem. Parabéns.
Eu tenho um blog a que falta tudo, por desconhecimento das novas tecnologias e nem saber onde aprender... Aproveito e vou lendo o que outros escrevem. Estema tema também será por mim abordado qualquer dia...
Abraço enorme
Manuel Luís
http://cives.blogs.sapo.pt
Manuel Luís a 3 de Novembro de 2008 às 16:51

O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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