A minha vida num Psi...

Junho 28 2009

É impossível para mim deixar de sentir a morte de Michael Jackson.

Gostemos ou não desta personagem mítica da música, o que é certo que ele influenciou milhares de pessoas, de novos artistas, de microsociedades, todos eles visíveis ao meu olho nu.

Gosto da voz, gosto da sua capacidade de criar, gosto da forma como fazia crítica social chamando a atenção para verdadeiros problemas sociais, gosto da sua infantilidade, gosto do cuidado que tinha com a sua aparência… Não gosto das suas meias brancas e de muitos dos seus movimentos!

 

No dia da sua morte, olho para as notícias e vejo que a selecção natural jornalística favoreceu a notícia da morte deste brilhante artista às novidades políticas de grande importância para este nosso país.

 

Michael Jackson cantava e preocupava-se para que as suas músicas agradassem a cada um de nós. Tudo o que produzia era para se adequar à época e ao tipo de fans desse mesmo tempo. Tudo na sua imagem era para conquistar cada vez mais fans e para manter os que já tinha. Trabalhava para quem necessitava de o ouvir. E como trabalhava! Não agradava a todos! A mim inclusive.

Trabalhou e do muito que ganhou, muito doou às 36 sociedades de apoio a diversas causa sociais.

Este artista preocupava-se com a cada um de nós! He realy cared about us.

 

O que eu sinto é que a comunidade política por todo o mundo, no alto da sua soberba arrogância, não tem a humildade de aprender coisas com artistas como este e aprender a, de facto, trabalhar para nós seus votantes, a ter cuidado e a conquistar a população com trabalho dirigido para cada elemento dessa população.

 

Talvez devessem ouvir a música de Michael Jackson….

The people vote, the people think that     “They don´t realy care about us”

 

A música acompanha-nos neste momento!

http://www.youtube.com/watch?v=latLyAI_mbU&feature=related

 

Publicado por Larissa às 12:50

Junho 22 2009

Este ano decidi... não vou fazer o que é habitual... e fiz o que me é familiar! O mesmo de sempre!...

Blá, blá, blá... até quando dizemos que vamos mudar e não mexemos uma palha para o fazer? Damos-lhe uma corzita, mudamos a forma, o caminho tem mais contornos, mas no essencial ficamos na mesma.

Dizia-me uma amiga.... blá, blá,blá (no essencial são todos estúpidos menos eu e ela)... dizia-lhe eu... és teimosa e orgulhosa e isso não te leva a lado algum (no essencial repetes os mesmos erros)... retorquiu-me.... não sou nada!... Passadas duas horas dizia-me "agora já não faço, nem digo que já não faço" ao que eu lhe chamei à atenção... "Lá estás tu a ser orgulhosa". Corou! Parou e olho-me nos olhos. Rimo-nos à gargalhada.

Mas tal como ela...eu faço o mesmo! Noutros moldes, mas espelho-me e espalho-me ao comprido no exemplo dos outros... Será por prazer, por masoquismo ou por falta de coragem?

Acho que é pelos três.

Prazer em fazer o que sempre fiz! Assim, o meu corpo não se queixa das mudanças que não faço e que iriam provocar desequilíbrios na homeostase interna.

Masoquismo porque de que outra forma um adulto pode repetir padrões de castigo infligidos a si mesmo se já não é criança e ninguém o castiga?!

Falta de coragem porque aquele desejo e aquele masoquismo já me são familiares e tenho medo de os perder ou de ter ainda mais se me decido a modificar alguma coisa.

Publicado por Larissa às 11:37

Junho 03 2009

E leio e releio e apercebo-me que no tempo de Miguel Torga todos os advérbios de modo que fossem carregados numa sílaba eram acentuados... por exemplo "ràpidamente" escrevia-se com acento no primeiro "à". E que tipo de acento! Quatorze tinha origem na palavra quatro e escrevia-se "qua" e não "ca".

Fez-me imensa confusão pois eu aprendi há 20 anos que advérbios de modo não têm acento. Rapidamente na escrita dos anos em que vivo é sem acento!

Não é que antigamente se escrevesse mal, nada disso! Aliás, não há escritor português que não escreva impecavelmente. Mas a evolução da língua Portuguesa passa por mudanças que nas gerações futuras são naturais, mas que nas gerações anteriores são como atropelos à maravilhosa língua portuguesa.

 

E não será isto mesmo o que se estará a passar nos nossos dias com o novo acordo ortográfico?

Não me imagino a escrever "óptimo" sem o "p"... É um atropelo à língua.

Mas será mesmo um atropelo ou seremos nós que "orgulhosamente sós", como diria o nosso ditador da década de 40 a 60, nos recusamos a evoluir.

 

RRRRRRrrrrrrrrrr ...."facto" sem "c" antes do "t" é fato!

 

Mas em inglês "right" é direito e certo! E isto não me faz confusão. Pudera, não é a minha língua!... E eu sou Portuguesa e fui criada a pensar que o que é do estrangeiro não é bom, só o que é do meu Portugalzinho é que vale... A riqueza que a comunidade Brasileira ou Africana nos podem dar têm de ser subjugadas à intolerância Portuguesa.

 

Não sei! Só sei que daqui a 20 anos já ninguém se vai lembrar de nada disto, nem eu!

 

Contra a minha intolerância à mudança, agradeço a todos os portugueses, a todas as comunidades dos PALOP ou que falem o meu Português que fazem com que o Português não seja uma língua morta.

Publicado por Larissa às 16:10

O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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