A minha vida num Psi...

Fevereiro 25 2009

Época festiva por natureza à qual damos relativa importância! É esta a minha definição de carnaval.

 

Por todos os cantos vamos ouvindo: "A vida são dois dias.. três com o carnaval". Imediatamente se pensa que um terço da importância que damos à vida está relacionado com o carnaval.

Então porque raio, quando aqui chegamos em pleno inverno/primavera todos afirmam "Não sou muito dado(a) a máscaras e a festejos deste tipo"?

 

Afinal... gostam ou não gostam do carnaval?

 

Se nem nesta época nos damos a oportunidade para expelirmos as nossas angústias, os nossos fantasmas, nem que seja por uma noite em que nos permitimos a ser acompanhados por quem mais gostamos (sim porque verem-nos vestidos de Chitas... não é coisa que permitamos a todos os nossos conhecidos!), então quando será?

 

Pois eu.. vesti-me com pompa e circunstância... e hoje penso... deveria ter estado mais tempo com os meus amigos... daí o sindrome pós-carnaval.

 

Agradeço à igreja católica que ao festejar a páscoa permitiu o surgimento de uma festividade, 40 dias antes, que sendo muito pagâ é bastante divertida.

Publicado por Larissa às 15:15

Fevereiro 10 2009

É cinema e é paraíso... o nome do filme não poderia ser mais explícito.

Sem dúvida alguma, é um dos filmes da minha vida... Belo como tudo, realista como só os italianos sabiam fazer nos anos 80 do século XX... que mais dizer? (suspiro!)

 

Mas este filme vem-me à memória porque chegou a altura do dia dos namorados e com ela o pedido, via net, de casais que se conheceram enquanto novos e que décadas mais tarde se reencontram.

Pois o filme tem um pouco disto (mas é muito mais e acho importante não nos restringirmos apenas àquilo que escrevo).

 

Uma das coisas mais belas é o amor que aquele rapaz tinha por aquela rapariga... e o amor que aquela rapariga tinha por aquele rapaz.... Quem não se lembra da chuva que ele colheu nos seus cabelos, dias e dias a fio, apenas para olhar para a janela dela... Um batalhador digo-vos eu!

E o olhar de amor dela? Mas que tipo de amor seria o dela que não foi capaz de lhe dizer para sair da chuva e de o proteger do facto de ele nunca vir a poder ficar com ela no final? Um amor ao rapaz ou um amor ao amor que o rapaz tinha por ela? Para mim é claro! Não era amor por ele.......

Anos mais tarde encontraram-se, recordaram, perdoaram-se, amaram-se por amor à imagem que tinham construído havia 30 anos, e aquilo que poderia ter sido um grande amor tornou-se num vazio e numa ilusão do passado, mas esquecido após o reencontro! É... a vida continua após o perdão!

 

Qualquer um de nós gosta que gostem de nós... é humano! Mas a forma como tratamos o afecto que os outros têm por nós, o que o outro é para nós, é que deveria ser Humanista!

Talvez os casais que procuram, via net, sejam aqueles que se amaram na juventude, que se deixaram de amar, mas que anos mais tarde se reencontram e deixam nascer novos e ainda mais maravilhosos afectos.

 

Obrigada a Giuseppe Tornatore

 

Publicado por Larissa às 12:15
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Fevereiro 06 2009

Relendo a obra "Grupanálise" de Eduardo Cortesão, Humanista, Pensador, Psicanalista e Grupanalista, encontro palavras tão sãs quanto possa imaginar.

 

"A atitude humanista não pode negar a herança do passado, a realidade do presente, nem as expectativas do futuro... Porém, em qualquer momento... a atitude humanista tem de ser actuante, principalmente no sentido de comutar o significado do conhecimento e dos valores adquiridos. E isso tem de acontecer no contexto de uma realidade presente e actual, estimulando o convívio e encarando o conflito de homens com outros homens... impedindo a alienação do Homem.... o combate à alienação pretende definir um espaço de existência em que os homens possam sentir, pensar e actuar, escolhendo livremente... o Homem maduro."

 

Obviamente existe aqui uma selecção de texto... mas foi com este texto sobre o humanismo que me identifiquei ,até porque pensar/reflectir nos assuntos do dia a dia, nos textos que leio, no contexto social à minha volta é das coisas que mais me dá prazer!

Pelo menos no meu pensamento sou livre... para não me alienar,.... para escolher.... para simplesmente ficar em sossego, coisa que o narcisismo primário (não maduro ou saudável) social desta nossa época não permite à sociedade, pois não há limites para a satisfação imediata preterindo o pensamento antes deste imediatismo.

 

Obrigada a Cortesão por não me impor o seu pensamento, por ter publicado a sua obra e me permitir comutar pequenas coisas no meu pensamento e no meu campo emocional escolhidas por mim ao meu livre arbítrio, e por não ficar alienada enquanto leio a sua obra.

 

 

Publicado por Larissa às 11:15

O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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