A minha vida num Psi...

Janeiro 31 2009

"Parabéns amiga!" Disse eu feliz da vida por estar a falar com a Amália. "Obrigada querida.". "Fazes 25 não é"?  "É". "És uma teenager". "Dizes isso todos os anos." Ops! Engoli em seco!

"Serás sempre a minha menina, mesmo quando tiveres 60 anos vais sempre ser a minha menina". "Eu sei"!

 

Foi parte do meu telefonema à Amália. E dissemos tudo e tanto! Apercebi-me que nunca queria deixá-la crescer... queria que ela continuasse a depender de mim... Que eu fosse a sua guia e mentora. Mas ela Cresceu e disse-me que já era uma mulher adulta que queria ser tratada como mulher crescida... que queria que eu parasse de a infantilizar... que eu acreditasse que, mesmo com erros da minha parte ou da parte dela, que ela ia tentar fazer as coisas de uma forma adulta e saudável para ela própria e para a relação dela com os restantes elementos da sociedade (inclusivé comigo!)... Mas que apesar de tudo me amava e que queria continuar a deixar que eu a amasse de volta.

 

Com ela aprendi que dizer, pela boca fora, as palavras certas sobre o que sinto não faz mal. Antes pelo contrário, deixou-me um espaço preenchido de coisas boas quando no seu lugar estava e dúvida e o desejo de dizer ao outro o que sentia por ele. Ela ensinou-me que dizer amor quando se quer dizer amor, que dizer paixão ou ódio quando se sente isso mesmo, que dizer prazer ou saudade quando é intenso esse prazer ou essa saudade, é partilhar e deixar fluir a relação entre mim e os outros com honestidade e sem espaço para conflitos ou dúvidas, mesmo quando mais tarde esses sentimentos se esvanecem.

 

Pensando nisto pergunto-me... quem é a "teenager" da nossa relação? Ela de 25 anitos ou eu no meu altar de "trintageer"?

 

Obrigada meu amor!

Publicado por Larissa às 16:41

Janeiro 27 2009

Temos "Freeport" ou Alcochete?

Por palavras de um Ministro, "Alcochete Jamais", mas por palavras dos representantes do ambiente, - "Freeport" "Marche" (ou Jamais)...

Dois famosos processos que, de tão céleres na forma como foram tratados, fazem-me ficar desconfiada!

Alguém me explica porque esta zona está tão imersa em situações mal resolvidas? Ou poderia dizer, bem resolvidas demais!

 

É impressão minha ou estão os partidos da oposição a aproveitar estes casos políticos para denegrir a vergonhosa campanha do 1º ministro em plenos actos governamentais? Vale a pena não esquecermos que o famoso tio do ministro não está com uma doença neurológica para dizer que utilizou o nome do sobrinho abusivamente, mas que ao mesmo tempo tem uma doença neurológica para não se lembrar do que se passou nesse mesmo momento do abuso.

É impressão minha ou o governo está a utilizar a táctica de vitima e a perder-se nas suas múltiplas artimanhas de forma a que tenha algum aproveitamento politico que emerge da confusão politica que cria e lhe vão criando e que vão colocando na cabecinha do Zé-povinho?

Confusos com esta minha exposição?

Colocar coisas na cabeça do Zé-Povo? Não, eles depois virão, qual messias, explicar-nos tudo! Aguardemos pelas eleições.

Agora imaginem como vai a minha cabeça quando penso nisto...

Bolas.. agora lembrei-me.. será que o Santana Lopes afinal tinha razão e vão haver eleições antecipadas?

Estou patareca de todo! Só agora me lembrei que o Marcelo disse que esta hipótese era uma fantochada!

 

Bem... as eleições são já daqui a uns meses. Voto em quem?

No Mário Soares? Ou será que este já passou? A Ver por aquilo que se vai vendo do contexto politico português... não sei se prefiro o messias caquéctico ou o salvador de Judas!

 

Obrigadinha a quem me vier esclarecer.

Publicado por Larissa às 18:02

Janeiro 24 2009

Durante este semana acabei dois fantásticos livros a que me dedicara a ler.

Um deles... "A Viagem do Elefante" de Saramago... permitiu-me novamente pensar nas suas oportunas palavras.

 

Na página 116, Saramago conta uma história sobre lobos que iriam atacar uma vaca e sua cria, e que o fizeram durante 12 dias... após este tempo os Homens vieram salvá-la daquela situação... mas a pobre vaca tinha-se "tornado brava porque aprendera a defender-se". Os Homens, apercebendo-se de que não a domavam...mataram-na.

 

Vejamos a fundo a história!

Um ser que luta com afinco pelas suas próprias razões... Outros seres que atacam, mas que ao longo do tempo não matam, fazendo lembrar que apenas poderiam estar a marcar território e que se o ser não ultrapassasse os limites os outros seres não o matariam....

No final destas regras estarem estabelecidas surgem os pretenciosos salvadores que, sem nunca arriscarem salvarem no início, no primeiro dia dos 12 dias, se tornaram os benfeitores...

Por último, os salvadores apercebem-se que não dominam aquele ser para quem deveriam ser herois... e matam-no por não se sentirem idolatrados.

 

Afinal... Salvamos os outros por respeito à sua existência e por amor aos próximos, ou para aliviarmos a nossa culpabilidade e para que os outros nos amem sem lhes dedicarmos respeito?

 

Eu, dedico-me a não salvar! Quem sou eu? Não faço actos messianicos! Não!

Sou alguém que apenas ambiciona pôr-se a si a aos outros a pensar (por isso partilho num blog!)... Desta forma salvo-me a mim própria porque me apetece partilhar e ouvir a opinião dos outros. Mas, respeito-me e respeito a escolha pessoal dos outros!

 

Publicado por Larissa às 18:47

Janeiro 21 2009

Ontem fui buscar o meu carro pintadinho de novo, como deveria ter sido desde os últimos 3 anos... enfim estou-me "nas tintas" para o carro! Mas lá ia eu toda lampeira e um bocadito contente.

 

Liguei o rádio e comecei a ouvir o juramento de Obama à sua nação. Engasgou-se! Também eu! Fiquei com um aperto no coração... Aquele homem em quem deposito esperanças engasgou-se... Tal deveria ser a sua ansiedade por este momento (escondida por debaixo de uma capa sorridente conscientemente impenetrável) que, teve um acto falhado, sucumbiu à ansiedade e à sua própria felicidade e engasgou-se... Deixou transparecer a sua espontaneidade e gaguejou! Claro que me identifiquei! Bolas! Também eu sou gaga! Ele deveria ter cantado!

 

Bem... disparates à parte e veio o discurso... Aqui é que eu me derreti toda! Confesso que, como qualquer bom Português/Europeu, não gosto da burrice dos americanos (ou de qualquer outra burrice), da sua arrogância (porque eu não me sinto segura na minha certeza e ataco a capacidade de ter certezas dos outros!), da sua capacidade de mudança (porque eu própria tremo perante qualquer coisa que mexa na minha rotina), da sua coragem de enfrentar a frustração (porque eu não tolero a frustração!).

 

Mas Obama é diferente... Naquele 1º discurso como Presidente dos EUA, dizem os críticos sem grandes conteúdos, estavam palavras muito apetecíveis para qualquer cidadão do mundo não americano... a inteligência, a igualdade entre todos, a transmissão de segurança aos seus semelhantes, a responsabilidade de todos para mudar para algo melhor, mas sabendo que falhanços virão com toda a certeza, e finalmente a responsabilidade de explicar ao seu povo coisas muito simples que mesmo assim são exigíveis de serem explicadas.

São estas palavras e actos (sim porque ele já os fez!) que me fizeram deitar uma lágrima.

 

Vou tentar aprender com os americanos que a sociedade europeia cometeu alguns erros de ensino, ou seja, que aquilo que me ensinaram ser arrogância pode ser arrojo, que mudança é optimismo, que coragem é algo que se constroi dia a dia e que a frustração resulta como algo positivo em alguém que tenta fazer, mas que não teve sucesso e que pode voltar a tentar com perseverança. Vou tentar também aprender a dar explicações e a não ficar no meu altar deixando os outros adivinharem os meus desejos.

 

Seremos todos, como os americanos em colectividade, capazes de sair do nosso altar de "Velho mundo" e capazes de aprender uns com os outros a participarmos mais na sociedade?

 

Obrigada Obama! Pelo menos nesta altura, deste ano de crise, houve este antidoto para atenuar a minha participação na grande depressão colectiva resultante da crise que se avisinha!

 

Vou arrojar e tentar virar a página!

Publicado por Larissa às 17:29
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Janeiro 11 2009

Crepúsculo ou o momento em que o céu no horizonte toma uma cor gradiente entre o azul do dia e o escuro da noite!

 

É o título do filme a que me dediquei a ver e a pensar sobre, este fim de semana.

Trata-se de uma película que especula sobre a hipótese de um Vampiro e uma Humana se apaixonarem. Tema bonito, obviamente sobre o amor, e que vale a pena rever, mas que me pareceu ter como pano de fundo o início da "Metamorfose" de Kafka.

 

O título remete-nos para a possibilidade de nada ser "preto ou branco", que existe uma panóplia de cores acinzentadas igualmente belas e igualmente com possibilidade de existirem no nosso espaço cósmico-afectivo.

 

Acima de tudo, o filme retrata o comportamento humano de aceitação das diferenças de cada um e por cada um de nós.

Descreve como é possível controlar aspectos menos adequados da nossa personalidade/temperamento, aceitando a frustração, quando existe um suporte social acolhedor e compreensivo para com esses mesmos aspectos.

Aponta para a curiosidade como qualidade do ser humano posta em nome do conhecimento que queremos ter acerca dos outros, de forma a tomarmos uma decisão sobre como iremos continuar a manter relação.

Revela que a ambição é uma característica positiva posta ao serviço do bem estar próprio e que adicionada a um narcisismo bem reforçado e adequado poder-nos-á levar muito longe no campo das relações humanas.

 

Vale a pena pensarmos que todas estas características (aceitação, controlo, curiosidade, ambição) frequentemente vistas como aspectos negativos do Homem são afinal características muito positivas e que em conjunto podem fazer com que uma pessoa viva mais feliz, mais atenta a si própria e aos outros, porque cada um destes deve ter o seu espaço na mente de todos... Pelo menos na minha mente, eu e os outros temos um espaço grande e equitativo, mas equilibrado, assim ninguém fica a perder. Se ninguém sentir que perdeu... tem mais tempo para sorrir... e vários a sorrir fazer um quadro bem mais bonito... Pelo menos no filme assim me pareceu!

 

Publicado por Larissa às 12:17
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Janeiro 03 2009

Caiu uma estrela do céu.

Bateu-me na cabeça e fez-me um traumatismo craniano.

Mas, quando batemos com a cabeça, ocasionalmente ficamos melhor do que eramos. Quem nunca firmou "Bateste com a cabeça?" ou " Mudaste a medicação?" Piadas carinhosas para, mascaradamente, felicitar a mudança.

Eu bati com a cabeça numa estrela que caiu do céu! A consequência foi que os meus desejos para o ano novo mudaram. Assim sendo desejo para 2009 tudo o que não desejo, ou eventualmente o que nunca me lembrei de desejar ou que nem tenho coragm para desejar, não vá o Diabo estar a ler este blog. É que o Diabo está na minha alçada e fica ansiosamente à espera que eu escreva algo. E porque não? Não é que eu tenha a mania da perseguição! Não é que eu ache que o mundo gira à volta do meu umbigo... NÃO!

 

Sei que vou ter um ano cheio de surpresas.

Publicado por Larissa às 16:42

Janeiro 01 2009

Bem vindos ao ano de 2009!

 

Ficamos a um passo de sermos mais conhecedores da Astronomia, ou não fosse 2009 o ano internacional desta ciência. Com esta celebração pretende-se "assinalar o passo de gigante que constituiu a primeira utilização do telescópio para observações astronómicas por Galileu" (in AIA 2009). Parabéns à Astronomia!

 

Astronomia quer, antes de mais, dizer  "a lei das estrelas". No tempo de Copérnico e de Galileu olhavam-se as estrelas para retirar delas todos o ensinamentos possíveis e imaginários. O objectivo era mesmo aprender! Evoluir! Era a curiosidade a motivação, o ímpeto de muitos seres humanos.

O Ser Humano,  é um ser de muitas motivações... as básicas, as afectivas, as sociais, as de auto-realização e as reconhecimento. Em todas estas a sabedoria e o gosto pelo conhecimento é um valor acrescido e um adubo importantíssimo.

 

Estrelas e conhecimento... foram duas palavras que me soaram aos ouvidos na noite de inicio do ano de 2009. Tal como Copérnico e Galileu, olhei para as estrelas e pedi-lhes que me dessem a sabedoria para poder entender cada vez melhor o mundo que me rodeia...

Entender porque a Ministra da Educação não quer que os alunos olhem para as estrelas e adquiram conhecimentos que os poderão levar a pensar e a raciocinar por si próprios no futuro. Entender, porque o Primeiro Ministro impede que os empregados deixem de olhar para o chão com a vergonha de não poderem lutar pelos seus direitos com medo de serem despedidos, e não olharem para as estrelas e aprenderem que o trabalho é uma actividade onde se pode construir coisas maravilhosas e obter reconhecimento quando se trabalha bem. Entender porque o Ministro da Justiça e o Procurador Geral da República não fornecem os meios práticos, à policia, e logísticos, aos investigadores, para que a justiça possa tirar a venda, olhar para as estrelas, conhecer, ficar a saber, e equilibrar a balança da justiça. Entender porque o Ministro dos dinheiros em Portugal deixa que pessoas, que fielmente pagam os seus impostos ao estado português, olhem permanentemente para a sua carteira vazia ou para a carteira dos banqueiros a abarrotar, e não olhem as estrelas para adquirir o conhecimento de como gerir cada vez melhor as suas Finanças. Entender porque o Presidente promulga uma lei mal concebida e injusta para a educação em Portugal, na noite em que a maioria das pessoas está "distrida" com os festejos da esperança e assim retirando-lhes a esperança desde a raiz do ano novo.

 

Hoje olhei as estrelas e vi.... vi que não preciso de telescópio para ver o que se passa aqui na terra.... no entanto.... a vista da terra para as estrelas é fantástica, maravilhosa. A Ursa maior e a menor! Entender porque as estrelas estão sempre ordenadas em constelações que formam figuras geométricas complexas mas apaixonantes! Vou contrariar o desejo dos meus governantes e olhar cada vez mais para as estrelas... vou andar "na lua".

 

Como não poderia deixar de ser... agradeço a Cupérnico, a Galileu, a todos os  cientistas na área da astronomia, a todos os cientistas... ou não fosse eu uma!

 

Feliz ano de 2009.

Publicado por Larissa às 18:27
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O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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