A minha vida num Psi...

Novembro 30 2008

Nas minhas visitas ao sítios dos meus amigos da net descobri que dia 25 de Novembro foi um dia importante para o mundo, Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher .

 

A primeira ideia que me ocorre é uma questão. Porque as pessoas se sujeitam a violência? Porque pessoas informadas não são capazes de abandonar uma relação onde são sujeitas a violência física ou psicológica?

 

A resposta é simples, mas muito complexa! Repetem padrões de comportamento!  Padrões que se estabeleceram desde muito cedo nas suas vidas. E não somos todos animais de hábitos/padrões? Quantos de nós fazem sempre as mesmas coisas repetidamente sem pensarmos, ou seja repetimos padrões de comportamento?

 

Por mais estranho que pareça, com a violência passa-se o mesmo. Mais do que ter violência em casa, mais do que ter pais alcoólicos, mais do que ter familias muito unidas onde não há espaço para mais ninguém entrar, o que faz com que uma pessoa aprenda a sujeitar-se à violência è a negligência parental. Pensemos seriamente sobre isto!

 

Dois pais que estabeleceram entre eles um padrão de violência contínua... onde existe espaço mental para a criança se queixar de falta de atenção ou para aqueles pais manifestarem o afecto que, efectivamente, têm pelos filhos? Não existe! Infelizmente, apesar do amor dos pais há negligência! A criança aprende que ser amada é ser negligênciada... Mas pensemos naqueles que são superprotegidos, supostamente por serem muito amados, também vão aprender que serem dependentes dos outros é a unica forma de obterem afecto. Um padrão de comportamento para a vida adulta!

Quem mais do que um abusador procura alguém que não refila por querer afecto ou que é dependente e que julga que apenas sobrevive dependendo dos outros?

 

Não é culpa de ninguém! É responsabilidade de cada um de nós ensinarmos as nossas crianças que podem refilar quando os pais não lhes prestam atenção alguma, ou que precisam de espaço para respirar e serem independentes. (Que não seja isto uma desculpa para aceitar a má criação das crianças!). Talvez muita da violência diminua! Desaparecer? Não! Falta a sociedade crescer e não ter medo de ficar sozinha, pois nunca estará sozinha!

 

Fica um pedido de desculpas por me ter esquecido deste dia... Também eu fui negligente e nada ensinei em especial. Afinal somos todos muito parecidos, mas podemos mudar!

Publicado por Larissa às 12:23

Novembro 29 2008

Ontem foi sexta feira! Dia santo! Dia de apaziguamento com uma semana de trabalho que agora terminava!

Fui a correr a um encontro de amigos. Estávamos em amena cavaqueira e num momento de extrema piada dei uma gargalhada muito característica em mim. Apercebi-me, rapidamente, de que havia muito que não me ria assim.

Estava muito contente! Senti-me genuina! E é por isso que as pessoas de quem gosto me fazem falta! Se não formos genuínos com elas somos com quem?

Como afirmava José Luís Peixoto, cada uma delas sabia um pouco de mim, era uma parte de mim... E não seremos isso mesmo uns para os outros? Não seremos nós mesmos uma parte dos outros... E porque não? A arte de partilhar sem culpabilidade é, de facto, deliciosa. E não será essa a única e mais sincera arte que devemos criar em cada momento da nossa vida? Pintar numa tela branca onde se pode projectar toda e qualquer espécie de emoções é também criar memórias afectivas... memórias que devem, desde muito cedo, ser predominantemente boas e preencher a existências nos nossos putos, dos nossos adolescentes, dos nossos pré-adulto e adultos... para que também eles ensinem o mesmo a outros e se perpetue um ciclo ... efectivamente útil à sociedade.

Talvez seja muito pueril, mas não seria bastante mais simples? Ah! Dava tão menos trabalho!

A todos... obrigada por me fazerem falta!

 

P.S.: A propósito! Sobre o livro do José Luís Peixoto.... as páginas seguintes revelaram-se de extrema violência psicológica... metáforas relativas a uma realidade que não queremos saber sobre. Mas que sabemos existir. Mesmo assim não posso deixar de ir até ao fim!

Publicado por Larissa às 19:01

Novembro 26 2008

Hoje vinha eu de comboio, sendenta e devorando as palavras que José Luís Peixoto (JLP) usou para escrever "Uma casa na escuridão".

Cheguei ao meu destino, retirei o marcador das últimas páginas do livro e utilizei-o para o seu fim!

De repente... fiquei irritada! Intolerante com todos à minha volta... só me apetecia esbofetear os meus vizinhos do banco onde estava sentada. Nada me fizeram,... mas aquela sensação ia-me prenchendo os espaços vazios da minha existência comutante... Nada detonou a minha bomba! Fui eu mesma!

Sem tomar consciência do meu pensamento, ainda por pensar, inconscientemente começava a reagir ao dia seguinte... o dia em que teria de ir para Lisboa de carro! Dia em que não poderia sentar-me no comboio, no metro e ler! Acabar o manjar que JLP me expunha na sua obra... Nada me deixa mais irritada que me impedirem de fazer "apenas" o que gosto! Pareço imberbe, intolerante à frustração, reactiva num momento em que o pensamento se esquece de processar as emoções! Tudo por uma obra!

Onde me encontro leio:

"As conversas que eu tinha com o PC não eram as conversas que tinha com a minha M. As coisas que o PC sabia de mim não eram coisas que a minha M sabia de mim. Cada um era uma parte diferente de mim... A ideia de que podiam começar a falar enchia-me de vergonha. A minha M podia contar coisas que lhe conto só a ela. O PC podia contar à minha M coisas que só lhe conto a ele. De repente, aquelas duas partes distintas de mim podiam juntar-se ali, fora de mim. Sem o meu consentimento...."

Lendo um texto tão bonito... que amplia a minha espectativa... é ou não é de uma pessoa ficar irritada?

Sexta vou de comboio! Tenho dito!

Publicado por Larissa às 20:46

Novembro 22 2008

De cabeça erguida, fresca e feliz por ser sexta feira! É um dia que adoro! E adoro passear, visitar amigos e passear com os amigos! Dedico a sexta feira a actividades sociais.

Mas, continuando... lá ia eu toda lampeira! Saia rodada laranja, sweat-shirt a condizer, sapatinho novo (oferecido pelos meus colegas do meu local de trabalho... obrigada.. são liiindos!), óculos escuros (pró estilo! Nãaaaa estava sol!), decidida... e lá ia subindo o chiado. Resolvi atravessar na passadeira... e qual não é o meu espanto quando, ao passar a estrada passo por cima do respirador do parque de estacionamento subterrâneo e o maldito vento resolve pregar-me uma partida! Sopra o vento e, qual Merlin Moroe, a saia sobe até ao meu acto reflexivo de sustentação da dita com as mãos! Foi embaraçoso, mas não pude deixar de me rir à gargalhada sozinha no meio da rua. (Mais um momento embaraçoso!) Um Sr. que ia a passar também se riu muito!É verdade que foi embarçoso, mas foi engraçado porque era um deja-vu cinéfilo.

Talvez me venha a sentir envergonhada, mas hoje sorrio. Será porque se aproxima uma época em que somos mais condescendentes com as pessoas, inclusivé connosco próprios? É capaz de ser!

Mas, continuo a não gostar do vento!

Publicado por Larissa às 22:16

Novembro 14 2008

A minha colega cibernauta engel convidou-me para um desafio... Bem... Quem sou eu para não o aceitar!

O desafio pedia para começar por pôr uma fotografia minha, mas também eu tenho de aprender a fazer isso, ainda sou muito novata nestas coisas!

 Depois, através das letras de músicas de um mesmo artista, responder a algumas questões...Bem esta é que é dificil! Vai predominar letras do Sérgio Godinho, minha paixão musical de adolescência e da fase de adulta.

Não obstante, vou incluir novos amigos neste desafio, é claro... a Sarita, o Luís, a Sofia, o Manuel Luís.

De qualquer forma, adorei o desafio pois lembrou-me de músicas que já não ouvia há muito tempo... Predominaram os discos "Era uma vez um rapaz" (Dos disco que mais amo na vida!) e "Escritor de canções" (Uma compilação).

Houve uma coisa que me perturbou, apercebi-me que só me lembrava de músicas antigas do Sérgio Godinho... Isto quer dizer que já não retenho as novas.... Bolas! Então não retenho a curto prazo e só me lembro do passado... Bem... estou a ficar demente (Vulgarmente designado por "Patareca")! Por outro lado, se ficar demente deixarei de me lembrar porque não devo usar mini-saia e entro na moda deste ano!  Sempre que se fecha uma porta, lá está a janelita a espreitar.

 

Cá vai o desafio:

 

1. És homem ou mulher?

Paula vem cá, com os teus olhos verdes.

 

2. Descreve-te:

É que hoje fiz um amigo e coisa mais preciosa no mundo não há. 

 

3. O que as pessoas acham de ti?

O que é que foi que ele disse?

 

4. Como descreves o teu último relacionamento

... Perguntei-te "então porque não voas" / Abriste a janela e voaste

 

5. Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado ou pretendente:

Fizemos um 13 no totobola

 

6. Onde querias estar agora?

Escancaraste a porta do bar.

 

7. O que pensas a respeito do amor?

Afundados num colchão

Ah! Quanto eu queria navegar/ P´ra sempre a barca dos amantes

 

8. Como é a tua vida?

Levo na guitarra com quem vou partir!

 

9. O que pedirias se pudesses ter um só desejo?

A noite passada acordei com o teu beijo...

Assobiando as melodias mais bonitas

 

10. Escreve uma frase sábia:

 As certezas do meu mais brilhante amor.

 

Publicado por Larissa às 10:53

Novembro 08 2008

Ontem fui lanchar/jantar e conversar com as "meninas", nome carinhoso com que designo as minhas duas amigas, a Elisabete e a Catarina.  Preteri tudo em favor de um grande momento com elas... Sem dúvida ponho a amizade acima de tudo.

Enquanto escrevo isto lembrei-me que recentemente li três frases fantásticas sobre a amizade no blog do Manuel Luís. Fui re-lê-las! Nesse post ele inicia de um modo muito belo e discorre sobre a amizade. Muito acertadamente (assim eu penso!) ainda afirma "...conselhos só a pedido ... formular adequadamente as perguntas, o que será meio caminho para obter, por si própria, a resposta mais adequada". (O Manuel Luís que me perdoe a cópia do seu texto!)

E foi nisso mesmo que deu as horas com que passei com elas!... Eu tinha, e tenho, muitas questões... Por defeito pessoal não as exponho, mas elas sabem que eu as tenho e fizeram-no por mim.... afirmaram... olharam-me... esperaram pelas respostas... ouviram... questionaram mais... respondi mais ou menos conforme aquilo que a situação me permitia, mas sem elas saberem obtive as respostas às questões que não coloquei... a amizade delas tem este dom.. Fazer-me ouvir-me nas palavras delas e obter a resposta mais adequada. E elas sabem disso! Bolas... Não tenho segredos!

 Obrigada ao Manuel Luís e às meninas.

 

Publicado por Larissa às 21:46

Novembro 07 2008

Ontem foi lançado o último livro de Saramago... fiquei tão feliz que corri até à livraria mais próxima... Fui namorar o livro! Não o comprei porque espero pelo dia 3 de Dezembro, data em que haverá o lançamento oficial e em que espero conseguir que o autor autografe um livro para mim.

De qualquer forma... fui ver o que o próprio diria a propósito do assunto. Fui ao seu "Caderno", mas ele ainda não discorreu nada sobre o assunto!

Escreveu outras coisas muito belas! Passo a transcrever: "Porque a bondade, por si só, já dispensa a justiça e a caridade, porque a justiça justa já contém em si caridade suficiente. A caridade é o que resta quando não há bondade nem justiça."

Não posso deixar de ficar comovida com esta frase e pensar que a bondade é o futuro! Os analistas/psicanalistas/grupanalistas também assim o pensam... e procuram transmitir aos seus pacientes que existe bondade na relação humana, que eles têm bondade escondida no meio da sua perturbação mental.

Então... ensinarmos as crianças desde cedo o conceito e a prática da bondade, bem como ajudar pessoas com doença mental a sentirem na relação e a desenvolverem a bondade poderá dar uma grande ajuda à justiça no mundo... à igualdade... É um caminho profícuo para a ausência de doença mental.

 Obrigada a saramago e a todos os grupanalistas que me têm ensinado muito.

Publicado por Larissa às 09:02

Novembro 05 2008

Hoje até parece que o mundo está todo unido! E está! Unido à volta de um homem que representa tudo o que mais necessitamos (a nível inconsciente). Ou seja, um líder que, de facto, nos faça sentir seguros (ou nos crie essa ilusão!), a representação da esperança da continuidade, o simbolismo da justiça!

 

Os seres humanos são mais simples e mais iguais do que parecem! Quando olhamos para o mundo pela primeira vez e vimos alguém, que nos olha e sorri, alguém que nos aconchega no seu colo, alguém que nos fornece calor no seu beijo mais intenso, outro alguém que nos dá uma boca afectuosa ainda mais quente que a primeira, pois esteve 9 meses sedenta desse beijo, aí sim vamo-nos sentir apoiados, seguros, esperançosos do futuro... E continuamos a olhar e vamos ver quem, eventualmente, representará tudo o que de mais necessitamos.

Reconhecem as figuras? Pois claro.. quem não as teve? (Mais ou menos afáveis!) Por isso somos todos semelhantes, pois as nossas necessidades são as mesmas... e percebemos tão bem quando falta aos outros! ... É que nos identificamos com eles por já termos vivido momentos em que sentimos falta... mas que ambicionamos, ainda!

E parece que, simbolicamente, Obama estará a representar essas figuras que ainda possuímos no nosso imaginário.

 

Pelo menos para mim ele representa a possibilidade de um afecto saudável, baseado na crença de ser verdadeiro, e não a possibilidade de um afecto baseado na mentira! A criança que ainda persiste em mim não gosta que a amem "de mentirinha".

 

Obrigada aos americanos!

Publicado por Larissa às 10:53

Novembro 04 2008

Não sou uma pessoa com grande sentido de humor, mas sou um ser bastante politico e juntando as duas coisas encontrei uma piada politica.

Desculpem-me este pequeno interregno no meu blog, mas é fantástico.

br.youtube.com/watch

 

Obrigada aos Gato Fedorento.

Publicado por Larissa às 17:26

Novembro 02 2008

Jantares de aniversário! Quem nunca participou em algum? Eu vou com alguma frequência, não porque tenha muitos amigos íntimos, mas porque existem pessoas que gostam de partilhar comigo o seu dia festivo e com quem eu tenho muito gosto de estar nesse mesmo dia.

Com muita frequência afirmamos que "amigos, amigos tenho poucos". Mas afinal o que significa a palavra amigo? Alguém que, de tão íntimo, consideramos imprescindível na nossa vida? Ou será outros "alguém" que, mesmo não sendo íntimos fazem parte da nossa vida, preenchem as nossas recordações com momentos de grande alegria, de ternura ou de grande agressividade? De qualquer forma, estes últimos também parecem ser íntimos! Ou não? É que se não fossem íntimos nenhuma agressividade, nenhum afecto estaria envolvido nessas relações entre mim e os outros.

Amigo, parece-me, não é só aquele com que partilhamos intimidades, é também aquele com quem partilhamos afectos.

Se calhar, não dizemos a todos o que nos faz extremamente feliz ou o que nos faz chorar. Isso será, provavelmente, dito a quem nós identificamos comnosco próprios; "outros" que de tão significativos são um pouco à imagem e semelhança de nós próprios, sofrem do mesmo tipo de dores que nós sofremos, riem-se do mesmo tipo de coisas que nos fazem rir...Se calhar, procuramos um "pai" ou uma "mãe" que nos saiba dar colo naqueles momentos e com quem nós possamos criar uma relação mais próxima, mais..... sei lá! Mais relacional íntima? Nem sei nomear!

É... a psique humana tem dessas coisas! Ou nós as aceitamos e procuramos crescer com elas, e transformarmo-nos em adultos mais ligados aos outros e menos ressequidos com ressentimentos, ou não aceitamos e passaremos a vida a trabalhar para evitar isso... e perde-se tanto tempo a evitar! Até cansa!

Pelo menos a mim cansa-me!

Publicado por Larissa às 17:59

O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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