A minha vida num Psi...

Fevereiro 10 2009

É cinema e é paraíso... o nome do filme não poderia ser mais explícito.

Sem dúvida alguma, é um dos filmes da minha vida... Belo como tudo, realista como só os italianos sabiam fazer nos anos 80 do século XX... que mais dizer? (suspiro!)

 

Mas este filme vem-me à memória porque chegou a altura do dia dos namorados e com ela o pedido, via net, de casais que se conheceram enquanto novos e que décadas mais tarde se reencontram.

Pois o filme tem um pouco disto (mas é muito mais e acho importante não nos restringirmos apenas àquilo que escrevo).

 

Uma das coisas mais belas é o amor que aquele rapaz tinha por aquela rapariga... e o amor que aquela rapariga tinha por aquele rapaz.... Quem não se lembra da chuva que ele colheu nos seus cabelos, dias e dias a fio, apenas para olhar para a janela dela... Um batalhador digo-vos eu!

E o olhar de amor dela? Mas que tipo de amor seria o dela que não foi capaz de lhe dizer para sair da chuva e de o proteger do facto de ele nunca vir a poder ficar com ela no final? Um amor ao rapaz ou um amor ao amor que o rapaz tinha por ela? Para mim é claro! Não era amor por ele.......

Anos mais tarde encontraram-se, recordaram, perdoaram-se, amaram-se por amor à imagem que tinham construído havia 30 anos, e aquilo que poderia ter sido um grande amor tornou-se num vazio e numa ilusão do passado, mas esquecido após o reencontro! É... a vida continua após o perdão!

 

Qualquer um de nós gosta que gostem de nós... é humano! Mas a forma como tratamos o afecto que os outros têm por nós, o que o outro é para nós, é que deveria ser Humanista!

Talvez os casais que procuram, via net, sejam aqueles que se amaram na juventude, que se deixaram de amar, mas que anos mais tarde se reencontram e deixam nascer novos e ainda mais maravilhosos afectos.

 

Obrigada a Giuseppe Tornatore

 

Publicado por Larissa às 12:15
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É, sem dúvida, um filme maravilhoso. O garotinho é ótimo e o dono do cinema (se não me engano é o mesmo ator que interpretou o carteiro no filme O carteiro e o poeta) tem uma interpretação impecável, como não poderia deixar de ser.
Se não estou enganado, acho que estamos falando do mesmo filme. Ou não?
Aqui chamava-se Cinema Paradiso.
Um beijo do Marco.
propagandaearte a 10 de Fevereiro de 2009 às 22:27

Olá Marco... Estamos a falar do mesmo filme sim senhor! Então temos mais um admirador deste maravilhoso filme.
É um filme com tantos pormenores que poderiamos fazer várias interpretações das diferentes situações... Também se focavam predominantemente nas emoções e nos comportamentos humanos... realisticamente... Seria o realismo! É este o encanto do cinema italiano à época.
Larissa a 11 de Fevereiro de 2009 às 14:23

Que ótimo! Acertei, então!
O filme é maravilhoso mesmo. Os olhares de cumplicidade entre o dono do cinema e o garotinho, os diálogos, a fotografia...Tudo é muito bom de ver e de ouvir. Parece que estamos vivendo a situação passada na tela.
Você assistiu O carteiro e o poeta? É com o mesmo ator. Não lembro agora o nome dele, mas o filme é fantástico.
Um beijo.
Marco
propagandaearte a 11 de Fevereiro de 2009 às 14:32

Olá Marco...
fez-me lembrar de mais um filme fantástico.. e ver se o revejo!
Aqui em Portugal foi traduzido como "O carteiro de Pablo Neruda" e ´Neruda é, de facto o mesmo actor o Philippe Noiret... que é brilhante....
Vou recorda o carteiro.
Obrigada por esta excelente ideia.
um beijo.
Larissa a 13 de Fevereiro de 2009 às 14:19

Oi, Larissa!
Aproveite, pois como você sabe, o filme é maravilhoso. E o ator é esse mesmo, Philippe Noiret. Atua muuuuuuuuito bem.
Beijo e bom fds.
Marco.
;o)
propagandaearte a 13 de Fevereiro de 2009 às 18:09

O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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