A minha vida num Psi...

Outubro 09 2009

O Outono chegou em força!

Caem as folhas e a paisagem muda

 

e esta minha paisagem passou de miragem a realidade... afinal fui capaz de escrever num blog. Mas como muitas realidades, esta também chegou ao fim...

 

esta página irá mudar ... a paisagem... fica, mas não crescerá mais.

 

Obrigada a todos os que me foram sugerindo novas ideias, novos pontos de vista, e que sobretudo aceitaram a minha singela opinião

 

Uma opinião que afinal é tão condicionada como a de qualquer outra pessoa.

Publicado por Larissa às 18:30

Outubro 04 2009

 

In Net.

Dama de grande força, batalhadora e poucas vezes amada! Eis como vejo esta senhora, a Sra. D. República.

Ostracizam-na como frequentemente se faz a uma grande senhora com medo que ela pegue na sua própria vontade e a exerça sobre os outros.

 

Se não vejamos....

"O conceito de república é ambíguo, confundindo-se às vezes com democracia, às vezes com liberalismo, às vezes tomado simplesmente em seu sentido etimológico de "bem comum"; mais recentemente, tem sido interpretado pelo senso comum como "respeito às instituições"." (In wikipedia)

 

Mais...

"Ainda na Idade Média alguns teóricos do absolutismo defendiam um conceito amplo e literal de república, baseado em sua etimologia: assim, se as monarquias preocupassem-se mais com o desenvolvimento das nações que com as disputas dinásticas e as guerras feudais, seriam "republicanas"..."(In wikipedia)

 

Salientam-se algumas palavras

-bem comum

-respeito às instituições

-na idade média

-preocupassem mais com o desenvolvimento das nações do que com as disputas

 

Juntemo-las:

se a Sr.a D. República exercesse a sua própria vontade era uma mãe carinhosa que estava preocupada com o bem comum, que respeita as instituições democráticas que poderão existir desde a idade média, e que estaria mais preocupada com o desenvolvimento da sua nação do que com disputas pessoais...

 

Seria ou não seria uma mãe carinhosa? Pois os filhos de mães auteras e pouco carinhosas não deixam que isto aconteça!

 

Não esqueçamos o pai!

É o maravilhoso povo! Lindo de morrer, charmoso, espontâneo, mas ocasionalmente decide impor uma ordem onde ela parece não existir.

 

E viva a Republica, porque amanhã é o seu grande dia de aniversário!

Mas os festejos começam já hoje no Museu da Presidência da Republica

Publicado por Larissa às 13:57
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Setembro 23 2009

É tempo de decidir.

O que fazer?

É tempo de pensar no que vale a pena e no que deixou de fazer parte das minhas prioridades.

Falo do acto de VOTAR.

Aproxima-se a grande decisão.

Primeiro, voto ou não voto? Segundo para quê votar? É um direito, eu sei.

Mas não é um dever! Felizmente vivo num país onde a liberdade também se extende ao acto de votar.

Já decidi... não vou votar.

Votar no mesmo, no viro o disco e toca o mesmo.

Votar em quem apenas defende alguns valores esquecendo-se de outros.

Votar em quem acha que a experiência inibe os restantes inexperientes de pensar ou de julgar o que acha melhor para a sociedade?

Eu não acredito nem tenho esperança neles...

Vou ao cinema que lá sou mais feliz.

 

O meu voto é a minha ausência... o meu protesto... como eu muitos optarão por esta ausência... Cheguem-se os políticos a nós que nós aproximar-nos-emos deles.

 

Felizmente existes TU... VAI votar que eu confio em ti.

Obrigada pelo teu voto.

Publicado por Larissa às 15:45

Setembro 19 2009

Não poderia ser mais explícito o sacana/filho da p%&a!

O novo filme de Tarantino acaba com Brad Pitt e com a frase "Sabes.. acho que esta é a minha obra prima". Pois digo-vos... "Inglourious Basterds" é provavelmente a obra prima do seu realizador.

Sem dúvida que Brad Pitt dá um contributo que só um brilhante actor poderia fazer, mas é Christoph Waltz quem brilha mais e ofusca tudo o resto. São geniais os realizadores que fazem com que actores brilhem mais do que eles próprios. É o que mais me fascina em Tarantino.

Com o cunho de Tarantino assistimos ao mais incrível que um Homem pode fazer, tanto de cruel como de bondade que mascara a mesma crueldade, e ao mais incrível que diversos actores podem representar todos espelhados na mesma tela de cinema.

Sim... é disso mesmo que trata este filme. De crueldade! Estejamos de que lado estivermos... mesmo o que parece ser por bondade, nada mais é que crueldade moralmente aceite pelo sistema vigente da época. Ou seja, Judeus matarem nazis. Sejamos honestos.. é o mesmo de nazis matarem judeus. Homem a matar um outro homem, seu semelhante. É crueldade. Talvez seja esta mesma crueldade que eu ao assistir me permite sublimar a minha própria crueldade.

Sim... por que pela nossa condição humana... todos nós somos crueis.

É um filme para se ver em cinema... nunca de perder. Sacana do Tarantino!

 

 

Publicado por Larissa às 19:16
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Setembro 09 2009

 

Rever cidades onde já se foi feliz é importante. E foi o que fiz.

Revi a cidade de Paris.

 

 

 

 

Notredame

 

 

 

Nesta cidade conversa-se, seja em galerias modernas,

 

 

 

 

 

seja em monumentos ou exposições.

 

 

 

Mas um Homem nunca está só

 

 

e as esplanadas onde os turistas e os parisienses se encontram são inúmeras.

 

 

 

Fui ao Louvre e, como pensei, vi esculturas muito belas.

 

Não esqueço Degas e a sua bailarina,

 

não esqueço Amor e Psyché

 

 

Outra grande obra de Rodin também estava exposta, desta vez no Museu D'Orsay.

 

 

Adorei, mas falta... qualquer coisa... 

 

 

Publicado por Larissa às 19:53

Agosto 27 2009

Ontem sonhei com a minha bisavó Albertina!

Tinha menos de 8 anos quando ainda entrava em sua casa e ela me sorria. Sorria com toda a sua boca sem dentes, com a sua carinha redondinha e pequena, com uns olhos pouco abertos e com umas bochechas bastante salientes, como se não me tivesse visto a semana passada, como se não tivessemos feito nas semanas anteriores a mesma coisa que iríamos fazer nesse mesmo dia. Era sempre um prazer para ela ver-me! E não era só a mim... mas também era a mim!

Como sempre sentada na sala de visitas ao fundo a ver a rua da janela.

Comprimentava-a, "Olá avó, como estás?", ela sorria sem conseguir falar e esse movimento dizia-me que estava bem. Levantava-me e ia ao fundo do corredor, em frente da janela que dava para a rua, e ia à cozinha cumprimentar a tia Santa (Santa Brava dizia-se, de tão agitada que era. Imagino a ansiedade que a tia em criança sentia, e que a bisavó não tinha capacidade de controlar, para ser cognominada de Brava!).

Lá na cozinha estava o copo dos dentes e eu perguntava-me sempre porque não os colocavam à avó Albertina para ela poder falar! Era pequena demais para saber o que era uma afasia.

Mas lá voltava a fazer o corredor e e aí sim, sentava-me ao pé da avó e ali ficava o que julgo serem horas, também a olhar para a janela. O que mais me impressiona é o facto de, após afastar a pequena cortina de renda e de olhar para aquele pequeno mundo que se abria, eu ficava horas quieta. Não era Brava, mas queita por mais de 10 minutos era muito!

Ela do lado esquerdo, eu do lado direito, cada uma segurando a cortina, e olhavamos a rua.

Foi com esta avó que eu descobri o maravilhoso mundo da janela. Ainda hoje posso passar horas a olhar através de uma janela que tenha vista para a rua.

Daquela janela abri o meu imaginário a histórias!

O cão que passa e pára! Está a ouvir um som ou a decidir se volta para trás?

O adolescente que corre apressado. Está atrasado para a bola ou para ir ter com os pais?

A velha com o seu andarilho que devagar passa por gente que não a cumprimenta. Já não tem ninguém ou já não reconhece ninguém?

A sra. com o seu andar bambuleante acompanhada do sr. com andar elegante. São marido e mulher ou dois amantes que se passeiam nas compras de sábado?

A rapariguinha com o seu olhar tímido. Procura que não se apercebam que já é mulher ou ainda não quer ser mulher?

O cão que mal deu dois passo voltou a parar. Afinal estava com vontade de urinar!

Levantava-me, ia até à cozinha e voltava a ir ver os dentes! Continuava intrigada!

 

Daquela janela tudo podiam eu imaginar! Da realidade nada sabia, nem queria saber, mas desta janela aprendi a construir histórias, aprendi que existem várias opções para a realidade que nos aparece em determinado momento.

Daquela janela aprendi a voar dentro de mim... e quanto mais voava mais quieta ficava!

 

Publicado por Larissa às 09:42

Agosto 26 2009

Falava com uma amiga sobre o tipo de escrita (em língua Portuguesa) que se utiliza nos blogs... quando... conversa puxa conversa estamos a trocar ideias sobre a capacidade pensar dos alunos universitários de hoje e professores universitários de hoje.

Fiquei a pensar e resolvi vir para aqui debater!

São os alunos que não sabem pensar? Ou são os professores que não os motivam/ensinam a pensar por eles mesmos?

São os alunos que não sabem pensar ou são os professores que não acham grande piada aos alunos já não pensarem como eles e, apenas (!), pensarem de maneira diferente deles (professores)?

São os alunos que não sabem pensar ou são os professores que, não sendo capazes de criar um novo paradigma, se irritam porque o pensamento dos alunos não corrobora o que os professores querem para as suas teses de doutoramento?

Também eu ensino! No outro dia... dava uma aula muito específica sobre saúde mental a profissionais que nada têm a ver com saúde mental. Logo de início apercebi-me que eles não me estavam a acompanhar... e resolvi mudar de estratégia... e resultou! Foram eles que não souberam acompanhar-me ou fui eu que não soube cativá-los? De certeza que fui eu! Em última análise a responsabilidade é sempre do professor. É sempre o professor que tem de se fazer respeitar e colocar foram da sala quem o desrespeita (quando isso é possível!).

Mas um professor que sabe cativar nem necessita de impor respeito porque um aluno motivado, cativado pelo que está a ser ensinado... não tem nem tempo para pensar em desrespeitar o professor! Poderá pensar em tentar provar que o professor está errado, mas mesmo assim está a pensar nos conteúdos das aulas! E garanto-vos que mais de metade dos alunos/profissionais tenta fazer isto, ou seja tenta provar que entre a teoria e a prática existe um fosso infindável! Como se fosse possível a prática existir sem a teoria! (Como se fosse possível comunicarmos sem primeiro sabermos que na teoria da linguagem o sujeito está associado ao verbo em qualquer língua do mundo!)

Em último caso é o professor do aluno, que supostamente não sabe pensar, que é responsável por o aluno perpetuar esse "não saber pensar". É que, se calhar, também o professor não sabe pensar!

Também eu tive resultados negativos para a minha tese de doutoramento.. mas isto apenas me forçará a pensar no porquê do negativo... afinal eu pretendo contribuir para um possível novo paradigma, ou não estaria a fazer uma tese de doutoramento! E isto pode e deve ser ensinado aos alunos! O negativo pode ser construtivo!

Afinal... em Portugal somos todos "The special ones"... os outros, e em particular os mais novos, são todos burros menos nós os "specials"?

Eu assumo-me como leiga! Erro por todos os poros do meu corpo. E sei tão pouco!

Ao colocar este post aqui sujeito-me a críticas muito próprias de quem se sentir ofendido ou quem se puder exprimir melhor do que eu.

Também eu sei pouco... mas com críticas vou poder evoluir no meu pensamento.

Permitam-me saber mais!

Publicado por Larissa às 11:26
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Agosto 13 2009

Ora ficámos sem mais um grande Sr. da comédia Portuguesa.

 

Talvez não fosse dos meus preferidos... possivelmente porque nunca soube entender o tipo de comédia que fazia... ou talvez porque verdadeiramente talvez eu não saiba rir.

É mais isto.... o que é certo é que eu ouvi vezes sem conta o "telefonema da guerra"... ainda hoje não sei porque o fazia se, quando era miúda, não sabia apreciar aquele humor... mas repetia o disco milhares de vezes. Ainda hoje sei quase de cor o texto!

 

Acho que tal como eu, muita gente não soube apreciar verdadeiramente aquilo que este artista fazia... nunca é tarde para reconhecer um talento!

Outros milhares foram sensíveis ao artista que, como o próprio dizia, não tratava o público como parvo, mas como um povo inteligente que sabe apreciar piadas simples e inteligentes (porque nem tudo o que é complexo é inteligente!). Fiquei muito sensiblizada por, secretamente as pessoas não terem deixado cair no esquecimento este artista. Fiquei a gostar mais da TV porque fizeram a aplaudiram com belos programas a vida deste artista, não deixando a sua obra cair no esquecimento.

Hoje reconheço-o como grande artista que era, com a promessa de vir a ouvir outros textos de Raul Solnado.

Hoje penso que vou novamente ouvir outros humoristas de reconhecimento mundial, mas que não me caem no goto... É que poderei estar a perder grandes espectáculos sem me aperceber disso, como aconteceu com o Raul Solnado!

 

Fica uma crónica com o mesmo artista. Antiga, mas muito característica do seu estilo pessoal... ou pelo menos é assim que eu sempre o vi actuar.

 

www.youtube.com/watch

 

Obrigada ao Raul Solnado.

Publicado por Larissa às 12:47

Agosto 03 2009

"De profundis"... traz-nos uma história em banda desenhada, mas não desenhada como o habitual.

Quem vai ver este filme pensa que perdeu uma das obras de Saramago. Mas não perdeu... "De profundis" abarca uma pequena metragem antes do filme propriamente dito... e é essa curta-metragem que se baseia numa obra de Saramago.

Fui ver por que gosto de Saramago, mas fiquei muito mais encantada com a longa-metragem do que com a curta.

A começar, toda a longa-metragem é desenhada em quadros... não é banda desenhada! É o movimento da câmara sobre a tela que marca a acção. Depois, pequenas alterações das telas marcam pequenas expressões faciais ou do meio ambiente em que decorre a trama. A repetição do mesmo em momentos diferentes não transtorna quem está encantado pela história.

A música, diga-se, é fantástica e quando vemos pequenos feixes de luzes, marcando notas musicais, sair da boca de um personagem... então percebemos porque seria necessário juntar poucas imagens a um momento músical tão bonito.

O violoncelo em imagem e em musicalidade lembra-nos que existe este instrumento musical menos marcante que outros mais ostensivos... mas que uma orquestra sem ele ficaria muito mais pobre.

Publicado por Larissa às 10:26

Julho 29 2009

De volta ao meu lar!

Deixei a primeira fase de férias e já estou com vontade de voltar onde estive!

Fui a Berlim! É inacreditável como eu gosto daquela cidade!

Tem o museu mais incrível do mundo (não tão incrível quando o museu ao ar livre que é o Egipto ou Roma), onde se respira beleza. Ali sim eu respiro e nunca me falta o ar!

 

Vi muita coisa! Revi o museu judaico... onde paredes cinzentas, silenciosas, imensas, me faziam chorar em silencio por todos os que perderam a vida durante o extermínio nazi. Sou incapaz de perdoar esta crueldade!

 

Mas também me ficou a beleza de outros museus e nestes as esculturas mais fantásticas!

Saliento "Pan e Psyche"

 

O consolo que Pan dá a Psyche após o desgosto de amor que Cupido lhe provocou... é extraordinário!

A ambivalência de um Homem muito forte a dar consolo a uma Mulher frágil com um desgosto de amor... A capacidade de, através de uma escultura, fazer sentir que por detrás de uma imagem masculina algo grotesca existe uma grande capacidade de ser afectuoso e carinho ... é brilhante!

Fica-me esta alegria... fica-me este ar fresco!

Mas também me fica a reflexão, a introspecção de um Homem que em tudo lembra um lutador! É, sem dúvida, uma das obras primas feitas por Rodin

 

Em Setembro, em Paris, vou ver porque Psyche ficou tão desgostosa com a perda de Cupido!

E garanto-vos que promete!

 

 

Publicado por Larissa às 14:21

O modo como eu vejo o mundo... Tão condicionado como o de qualquer outra pessoa.
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